Infecção por H. pylori: diretrizes do tratamento no Brasil

O Helicobacter pylori é uma bactéria que coloniza o estômago, podendo causar gastrite crônica, úlceras e até câncer gástrico. Mais de 50% da população mundial é portadora.
Por que as diretrizes mudaram?
A resistência do H. pylori a antibióticos, especialmente claritromicina e metronidazol, vem crescendo, reduzindo a eficácia de tratamentos tradicionais.
Por isso, as recomendações variam entre países, dependendo do perfil de resistência local.
Diretrizes no Brasil
Segundo o IV Consenso Brasileiro sobre Infecção pelo H. pylori:
📌 Primeira linha (quando não há resistência conhecida à claritromicina)
- Terapia tripla por 14 dias:
🔹 Inibidor de bomba de prótons (IBP) 2x/dia
🔹 Amoxicilina 1g 2x/dia
🔹 Claritromicina 500mg 2x/dia
📌 Alternativa de primeira linha ou segunda linha
- Terapia quádrupla com bismuto por 10–14 dias:
🔹 IBP 2x/dia
🔹 Subcitrato de bismuto 4x/dia
🔹 Tetraciclina 500mg 4x/dia
🔹 Metronidazol 3x/dia
Indicada quando: - Há falha no tratamento inicial
- Existe resistência alta à claritromicina
- O paciente não pode usar claritromicina
Cenário internacional
Diretrizes como o Maastricht VI e do American College of Gastroenterology colocam a terapia quádrupla com bismuto como primeira escolha em regiões com resistência elevada (>15%) à claritromicina, algo que varia conforme a localidade.
Confirmação de erradicação
Após 4 a 8 semanas do término do tratamento, é fundamental confirmar a erradicação com:
- Teste respiratório da ureia
- Pesquisa de antígeno fecal
- Endoscopia com biópsia (quando indicada)
Por que tratar é tão importante?
A erradicação adequada previne:
- Gastrite crônica
- Úlceras pépticas
- Linfoma MALT gástrico
- Câncer de estômago
Responsável Técnico: Dr. José Luiz Capalbo – CRM: 71430-SP
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