Polipectomia: como é a retirada de pólipos por endoscopia?

Você já ouviu falar em polipectomia? Esse nome pode parecer complicado, mas é um procedimento comum e seguro realizado durante uma endoscopia ou colonoscopia. Basicamente, a polipectomia é a retirada de pólipos – pequenas crescimentos na mucosa do trato digestivo – por meio de um endoscópio. Se você ou alguém próximo recebeu a indicação de fazer esse procedimento, é natural ter dúvidas. Vamos explicar de forma simples e acolhedora como tudo funciona.
O que são pólipos?
Pólipos são lesões que se formam na parede interna do intestino grosso (cólon) ou, menos frequentemente, no estômago e no esôfago. A maioria dos pólipos é benigna, mas alguns tipos podem se transformar em câncer ao longo do tempo. Por isso, a detecção e remoção precoce são fundamentais para prevenir o câncer colorretal, um dos tumores mais comuns no Brasil.
Existem diferentes tipos de pólipos, como os adenomatosos (que têm maior potencial de malignidade), os hiperplásicos (geralmente benignos) e os serrilhados. Apenas o médico patologista pode determinar o tipo exato após a análise do material retirado.
Quando a polipectomia é indicada?
O procedimento é indicado sempre que um pólipo é identificado durante uma colonoscopia ou endoscopia. Isso pode acontecer em exames de rotina (rastreamento) ou quando o paciente apresenta sintomas como:
- Sangramento nas fezes (visível ou oculto);
- Mudança no hábito intestinal (diarreia ou constipação persistente);
- Dor abdominal recorrente;
- Anemia sem causa aparente;
- Perda de peso inexplicada.
É importante lembrar que muitos pólipos não causam sintomas. Por isso, exames preventivos são tão importantes, especialmente após os 45 anos ou em pessoas com histórico familiar de câncer de intestino.
Como é feita a retirada de pólipos por endoscopia?
A polipectomia é realizada durante uma endoscopia digestiva alta (para pólipos no estômago ou esôfago) ou, mais comumente, durante uma colonoscopia (para pólipos no cólon). O paciente recebe sedação para que não sinta dor ou desconforto. O médico insere o endoscópio – um tubo flexível com uma câmera na ponta – pela boca ou pelo ânus, dependendo da região a ser examinada.
Ao localizar o pólipo, o profissional utiliza instrumentos específicos para removê-lo. Os métodos mais comuns são:
Ressecção com alça (snare)
É a técnica mais usada. Uma alça de arame é passada pelo endoscópio, posicionada ao redor do pólipo e, em seguida, fechada para cortá-lo. Pode ser usada corrente elétrica (eletrocautério) para cauterizar a base e evitar sangramento.
Pinça de biópsia
Para pólipos muito pequenos, o médico pode usar uma pinça para retirá-los por completo. É semelhante a uma biópsia.
Ressecção mucosa
Para pólipos maiores ou planos pode ser necessária a injeção de uma solução sob a lesão para levantá-la, permitindo a remoção segura.
O material retirado é enviado para análise anatomopatológica, que determinará se o pólipo era benigno, pré-canceroso ou maligno.
Riscos e cuidados após o procedimento
A polipectomia é considerada segura, mas como qualquer procedimento invasivo, pode apresentar riscos. Os mais comuns são sangramento e perfuração da parede intestinal. Essas complicações são raras e geralmente controladas durante o próprio exame.
Após a retirada, seu médico pode recomendar repouso por algumas horas e evitar atividades físicas intensas por alguns dias. É normal sentir um leve desconforto abdominal ou gases. Caso perceba sangramento significativo, dor forte ou febre, procure atendimento médico.
Dependendo do tipo e número de pólipos, seu médico vai orientar sobre a necessidade de repetir o exame em intervalos específicos – geralmente de 3 a 10 anos – para monitoramento.
O que esperar do resultado?
O laudo da patologia é essencial. Se o pólipo for benigno, a remoção é curativa. Se houver células cancerosas, será necessário avaliar a profundidade da lesão e planejar o tratamento complementar, que pode incluir cirurgia ou acompanhamento mais próximo.
Lembre-se: a prevenção ainda é o melhor caminho. Exames de rotina e hábitos saudáveis (dieta rica em fibras, atividade física, evitar tabagismo e excesso de álcool) reduzem o risco de pólipos e câncer colorretal.
Conclusão
A polipectomia é um procedimento simples e eficaz para remover pólipos e prevenir o câncer. Se você tem indicação de fazer esse exame, não tenha medo – a sedação torna tudo tranquilo e o benefício é enorme.
Este conteúdo tem finalidade informativa e não substitui uma consulta médica. O diagnóstico e o tratamento devem ser individualizados por um profissional de saúde.
Se os sintomas forem frequentes ou persistentes, procure avaliação com um especialista da Clínica Pronto Gastro.
Responsável Técnico: Dr. José Luiz Capalbo – CRM: 71430-SP
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