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DRGE: tratamento envolve mudanças no estilo de vida

DRGE: tratamento envolve mudanças no estilo de vida
24 de abril de 2026adminGastroenterologiaaziaDRGEgastroenterologiamudanças alimentaresPronto GastroRefluxo Gastroesofágicotratamento natural

Você já sentiu aquela queimação no peito depois de uma refeição, principalmente ao se deitar? Esse desconforto, popularmente chamado de azia, pode ser um sinal de Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE). A DRGE ocorre quando o conteúdo do estômago, incluindo ácido, retorna para o esôfago, causando sintomas incômodos e, se não tratada, complicações a longo prazo. A boa notícia é que, na maioria dos casos, o tratamento começa com mudanças simples no estilo de vida, que podem fazer uma grande diferença.

O que é DRGE?

A DRGE é uma condição crônica em que o esfíncter esofágico inferior (uma espécie de válvula entre o esôfago e o estômago) não funciona adequadamente. Isso permite que o ácido e outros conteúdos estomacais voltem para o esôfago, irritando sua mucosa. A intensidade dos sintomas varia, mas o tratamento precoce ajuda a prevenir complicações como esofagite, estreitamento do esôfago ou até mesmo o esôfago de Barrett, que pode evoluir para câncer.

Principais sintomas da DRGE

  • Pirose (azia): sensação de queimação no peito, geralmente após comer ou à noite.
  • Regurgitação: sensação de alimento ou líquido amargo voltando à boca.
  • Dor torácica: desconforto que pode ser confundido com problemas cardíacos.
  • Sintomas atípicos: tosse crônica, rouquidão, pigarro frequente, sensação de nó na garganta (globus faríngeo), mau hálito (halitose) e erosão dentária.

Muitas pessoas têm episódios ocasionais de refluxo, mas quando os sintomas ocorrem duas ou mais vezes por semana, é necessário investigar a presença de DRGE.

Tratamento da DRGE: mudanças no estilo de vida

Antes de recorrer a medicamentos, os médicos geralmente recomendam ajustes na rotina. As mudanças no estilo de vida são consideradas a base do tratamento e podem reduzir significativamente os sintomas.

1. Alimentação adequada

Alguns alimentos relaxam o esfíncter esofágico ou aumentam a produção de ácido. Evite ou reduza:

  • Gorduras frituras e alimentos gordurosos (como fast food, frituras, carnes gordas).
  • Frutas cítricas, tomate e molhos ácidos.
  • Bebidas cafeinadas (café, chá preto, refrigerantes de cola).
  • Chocolate e hortelã (relaxam a válvula do esôfago).
  • Álcool e bebidas gaseificadas.
  • Condimentos picantes, alho e cebola crua.

Prefira alimentos de fácil digestão: arroz, batata, frango grelhado, peixe, frutas não cítricas (banana, maçã, melão), legumes cozidos e grãos integrais. Coma porções menores, em intervalos regulares, e evite se deitar logo após as refeições.

2. Controle de peso

O excesso de peso, especialmente a gordura abdominal, aumenta a pressão sobre o estômago e favorece o refluxo. Perder peso mesmo que modestamente (5 a 10% do peso corporal) pode aliviar os sintomas.

3. Posição ao dormir

Elevar a cabeceira da cama em 15 a 20 centímetros (com blocos ou travesseiros específicos) ajuda a manter o ácido no estômago enquanto você dorme. Evite deitar-se até 2 a 3 horas após a última refeição.

4. Evite roupas apertadas

Calças, cintos e cintas apertadas comprimem o abdômen e agravam o refluxo. Prefira roupas confortáveis.

5. Pare de fumar

O tabagismo relaxa o esfíncter esofágico e reduz a saliva, que ajuda a neutralizar o ácido. Parar de fumar é uma das medidas mais benéficas para quem tem DRGE.

Quando procurar um especialista?

Nem todos os casos melhoram apenas com mudanças no estilo de vida. Se os sintomas persistirem por mais de duas semanas apesar das alterações, se houver perda de peso involuntária, dificuldade para engolir (disfagia), vômitos com sangue ou fezes escuras, é essencial buscar avaliação médica.

O diagnóstico da DRGE geralmente é clínico, baseado na história e nos sintomas. Em alguns casos, o médico pode solicitar exames como:

  • Endoscopia digestiva alta: visualiza o esôfago e confirma lesões.
  • pHmetria esofágica: mede a quantidade de ácido no esôfago.
  • Manometria esofágica: avalia a função do esfíncter esofágico.

O tratamento medicamentoso pode incluir antiácidos, inibidores da bomba de prótons (IBP) ou procinéticos, mas sempre sob orientação médica.

Conclusão

A Doença do Refluxo Gastroesofágico é uma condição comum, mas que responde muito bem a mudanças no estilo de vida. Alimentação balanceada, controle de peso e bons hábitos são as primeiras linhas de defesa. No entanto, cada caso deve ser avaliado individualmente.

Se os sintomas forem frequentes ou persistentes, procure avaliação com um especialista da Clínica Pronto Gastro.

Este conteúdo tem finalidade informativa e não substitui uma consulta médica. O diagnóstico e o tratamento devem ser individualizados por um profissional de saúde.

 

👨‍⚕️ Responsável Técnico: Dr. José Luiz Capalbo – CRM: 71430-SP
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