Diverticulite: entenda quando a cirurgia pode ser indicada

A diverticulite é uma inflamação que ocorre nos divertículos – pequenas bolsas que se formam na parede do intestino grosso. Muitas pessoas têm divertículos sem nunca apresentar sintomas (condição chamada diverticulose). No entanto, quando essas bolsas inflamam ou infeccionam, surge a diverticulite. Na maioria dos casos, o tratamento é clínico, com antibióticos e dieta. Mas, em algumas situações, a cirurgia pode ser necessária. Neste artigo, explicamos quando isso acontece e o que esperar.
O que é diverticulite?
A diverticulite é a inflamação ou infecção dos divertículos. Os divertículos são pequenas protuberâncias em forma de saco que se formam na parede do cólon, geralmente devido ao enfraquecimento das fibras musculares com o avanço da idade. Quando fezes ou bactérias ficam presas nesses divertículos, pode ocorrer inflamação. Os sintomas mais comuns incluem dor abdominal (geralmente no lado inferior esquerdo), febre, alterações no hábito intestinal (prisão de ventre ou diarreia), náuseas e mal-estar.
Quando a cirurgia é necessária?
A maioria dos casos de diverticulite é tratada com medidas conservadoras: repouso intestinal, antibióticos e hidratação. A cirurgia é indicada principalmente nos seguintes cenários:
- Complicações agudas: como abscesso (coleção de pus), perfuração do intestino, fístula (comunicação anormal entre órgãos) ou obstrução intestinal. Essas situações exigem intervenção de urgência.
- Diverticulite recorrente: quando a pessoa tem vários episódios de inflamação que afetam sua qualidade de vida, mesmo sem complicações graves. A cirurgia eletiva pode ser considerada para evitar novos surtos.
- Imunossupressão: pacientes com sistema imunológico enfraquecido (por doenças ou medicamentos) têm maior risco de complicações, e a cirurgia pode ser indicada precocemente.
- Dor persistente ou sangramento: em alguns casos, a diverticulite pode causar sangramento intestinal que não para com tratamento clínico.
Tipos de cirurgia para diverticulite
Existem duas abordagens cirúrgicas principais:
- Ressecção do cólon com anastomose primária: remove-se a parte doente do intestino e as extremidades sãs são unidas novamente. É a cirurgia mais comum, podendo ser feita por videolaparoscopia (menos invasiva) ou por incisão tradicional (laparotomia).
- Ressecção com colostomia: quando a inflamação é muito grave, o cirurgião pode optar por retirar o segmento doente e criar uma abertura na parede abdominal (colostomia) para desviar as fezes, permitindo que o intestino cicatrize. Em um segundo tempo, pode ser feita a reversão da colostomia.
A escolha depende da gravidade, da condição geral do paciente e da experiência da equipe. O cirurgião especialista em aparelho digestivo é o profissional indicado para avaliar cada caso.
Como é a recuperação?
A recuperação varia conforme o tipo de cirurgia. Na cirurgia laparoscópica, o paciente costuma ficar internado de 2 a 4 dias e retorna às atividades leves em cerca de 2 a 4 semanas. Na cirurgia aberta, o tempo de internação e recuperação é maior. A dieta é retomada gradualmente, começando com líquidos e evoluindo para alimentos pastosos e sólidos. O acompanhamento médico é fundamental para orientar hábitos alimentares e prevenir novas complicações.
Quando procurar um especialista?
Se você tem dor abdominal persistente, febre, alterações intestinais ou sintomas que não melhoram, é importante buscar avaliação médica. O diagnóstico precoce da diverticulite evita complicações e define o melhor tratamento. Se os sintomas forem frequentes ou persistentes, procure avaliação com um especialista da Clínica Pronto Gastro.
Este conteúdo tem finalidade informativa e não substitui uma consulta médica. O diagnóstico e o tratamento devem ser individualizados por um profissional de saúde.
Se os sintomas forem frequentes ou persistentes, procure avaliação com um especialista da Clínica Pronto Gastro.
Responsável Técnico: Dr. José Luiz Capalbo – CRM: 71430-SP
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